Bem-estar

 

 

Indústria do bem-estar

Você sabe qual é a Mega-tendência mundial que existe hoje no mercado porque ela gera uma Indústria de um trilhão de dólares? É a Industria do Bem-estar.

Aumento da preocupação com a vida saudável faz mercados como de fitness, suplementos e de alimentos diet / light crescerem como nunca. A saúde e o bem estar são um dos setores que mais crescem na economia mundial. De acordo com o último relatório da International Health Racquet and Sportsclub Association (IHRSA), divulgado no final de 2009, a Indústria do bem estar no Brasil cresceu 10,5% e o país já ocupa o segundo lugar do ranking internacional no número de academias de ginástica – com 14.016 unidades – perdendo apenas para os Estados Unidos que possui 30.022. Estar de bem com a vida, manter hábitos saudáveis, praticar esportes diariamente se tornou uma obrigação nos tempos modernos.

Não é à toa que o faturamento dos produtos e serviços dirigidos à boa forma física e mental já compete com o faturamento das indústrias automobilísticas, de informática e de alimentos.

As empresas descobriram que a saúde e o bem-estar dos consumidores vale ouro. Um dos setores que mais cresce na economia mundial é o de produtos e serviços dirigidos para a boa saúde, forma física e mental. Tanto que o economista e consultor americano Paul Zane Pilzer, especialista em prever Mega Tendências (foi assessor de dois presidentes dos Estados Unidos e escritor de vários Best Sellers, como “The Next Trillion e The Wellness Revolution” - http://www.paulzanepilzer.com/twr.htm), já previu que, até 2010, a indústria do bem-estar, ou wellness, como se diz nos Estados Unidos, iria chegar a um movimento de cerca de US$ 1 trilhão por ano. O valor rivaliza com os faturamentos das indústrias de automóveis, de computadores, de alimentos industrializados e de medicamentos.

Os números de alguns setores diretamente ligados ao bem-estar e vida saudável mostram que essa tendência já se consolidou no País. O mercado de fitness, por exemplo, movimentou aproximadamente R$ 3,25 bilhões no ano passado, um aumento de 8% com relação a 2003. "Antes as pessoas faziam exercícios e procuravam academias para ficar saradas e mais bonitas. Hoje, os exercícios físicos são vistos como uma garantia de vida saudável", diz Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil, empresa que presta assessoria na área de fitness para academias e fabricantes de equipamentos. Tanto que a malhação tradicional vem cedendo espaço para modalidades como tai-chi-chuan, yoga e, principalmente, pilates. "Nos Estados Unidos, a prática de pilates, que junta técnicas de alongamento e força, tem crescido em média 35% por ano", diz Marcos Tadeu, diretor da Fitness.

Outro mercado emblemático é o de produtos alimentícios. Alimentos diet, light, orgânicos e suplementos movimentam anualmente no País o equivalente a US$ 2,96 bilhões e crescem a um ritmo médio de 18% ao ano, ante os 5% a 8% dos alimentos tradicionais. "Esse é um mercado que há 15 anos movimentava apenas US$ 160 milhões e teve um crescimento impressionante, impulsionado basicamente por uma mudança cultural", explica o diretor-econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Denis Ribeiro.

A rede de supermercados Pão de Açúcar tem investido pesado nessa área. Fechou o ano vendendo 264 itens da linha Good Light, marca própria formada apenas por alimentos diet, light, orgânicos ou naturais. Em 2004, foram lançados 50 novos produtos e a marca teve um aumento de 115% nas vendas com relação a 2003. Isso, sobre um crescimento de 154% entre 2002 e 2003."No passado, produtos light e diet eram vistos como um nicho específico. Hoje quase todo mundo quer reduzir a quantidade de açúcar e gordura que consome", afirma Rodolpho de Freitas, diretor de marcas próprias do Grupo Pão de Açúcar.

Freitas enumera dados de uma pesquisa do Instituto Latin Panel para mostrar o quanto os brasileiros estão preocupados com uma vida mais saudável: "Quarenta por cento dos consumidores estão acima do peso. Como decorrência, em 35% dos domicílios consome-se produtos light e diet e em 21% consome-se produtos orgânicos. Entre os que consomem produtos diet ou light, 47% o fazem diariamente."

A Unilever, gigante multinacional da área de higiene e alimentos, vê o setor do bem-estar com tanta importância que adotou o conceito em sua imagem corporativa. Desde outubro, quando completou 75 anos no País, a empresa adotou o lema Vitalidade para definir sua atuação. "A idéia é levar a vitalidade para o dia-a-dia das pessoas, com marcas que as ajudem a se sentir melhores, mais bonitas e de bem com a vida", diz Luiz Carlos Dutra, diretor de Assuntos Corporativos da Unilever.

Desde a década de 70 a empresa produz no País a margarina Becel, destinada a consumidores que querem ou precisam controlar o colesterol. "Foi o primeiro alimento funcional do Brasil", diz Marcelo Câmara, gerente de produto da divisão de margarinas da Unilever. Dentro da linha vida saudável, outro produto da empresa é a linha AdeS, de bebidas à base de soja. O produto, criado em 1988 na Argentina e lançado em 1996 no Brasil, é hoje uma das marcas mais valiosas da multinacional na América Latina.

De acordo com o economista americano Paul Zane Pilzer, a economia do bem-estar vai muito além dos limites das indústrias de boa forma, artigos esportivos, suplementos e alimentos saudáveis. Ela abrange as clínicas de dermatologia, odontologia e cirurgia plástica, as fábricas de cosméticos e até as seguradoras.

Outra categoria é a de laboratórios de medicina preventiva e testes genéticos. O Genomic, de São Paulo, especializado em testes de DNA, já adotou o conceito de wellness. "Nossos testes para detecção precoce de doenças de cunho genético se encaixam perfeitamente dentro dessa nova idéia de bem-estar", diz Manoel de Sá Benevides, diretor-executivo do laboratório.

Segundo Benevides, o conceito, sugerido por uma empresa especializada em construção de marcas corporativos, visa principalmente a atuação futura do Genomic. "Os testes genéticos preventivos para doenças respondem por 15% a 20% de nosso faturamento, mas isso tende a aumentar com o tempo". O vínculo com a economia do bem-estar é uma oportunidade que o laboratório quer garantir desde já.

 

Fonte: Estado de São Paulo

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